BPW-Curitiba e Maria Cecília de Leão Rosenmann

 

Maria Cecília de Leão Rosenmann, nascida em Curitiba, 3 de abril de 1948, viúva, mãe de dois filhos e avó de três netas, pautou sua vida em promover a melhoria da sociedade.

Em março de 1988, ela conheceu Maria Paula Caetano da Silva, uma das fundadoras da BPW Brasil na época, que a convenceu a fundar a Associação de Mulheres de Negócios Profissionais de Curitiba, como era chamada anteriormente. Dois meses após angariar 200 sócias pagantes, acolhidas pela Associação Comercial do Paraná, a sede em Curitiba foi fundada.

A BPW foi a primeira associação do Brasil a ter uma estrutura administrativa própria e a primeira a ser informatizada - contando com uma videoteca, biblioteca e boletim informativo. Maria Cecília participou da primeira Convenção da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (Confam), no Embu das Artes.

Foi criado, então, um evento mensal, denominado Palavra Aberta, com palestrantes do Brasil todo. Também ocorreram eventos com até 2 mil pessoas, participação de feiras agropecuárias, balcão de negócios, gift shop, dias de campo, além de visitas a indústrias e empresas, dando oportunidade às sócias conhecerem o mundo empresarial.

Mas restringir o trabalho da BPW apenas na capital seria uma pena.  Por isso, foram conclamadas mulheres de todo o estado para começar a montar núcleos e associações em outras regiões. Começou por Londrina, em seguida Foz do Iguaçú, Ponta Grossa, Guarapuava e Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Nessa etapa, a Associação de Curitiba já trabalhava em nível nacional.

Quando percebeu que suas iniciativas de abertura estavam se consolidando, Maria Cecília promoveu o primeiro encontro de suas associações do sul, com o objetivo de integrar a região. Durante esse tempo, Maria Cecília também acumulava o cargo de tesoureira da Federação Nacional. Enquanto presidente da BPW, participou de congressos internacionais, como nas Bahamas. Lá, foi eleita membro internacional de agricultura, acumulando, então, três níveis de cargo: estadual, nacional e internacional.

Nesse mesmo tempo, Maria Cecília foi indicada pelo Ministro do Trabalho, Albano Franco, a Membro da Comissão Nacional da Mulher na Indústria. Foram 42 palestras, 39 viagens pelo interior do estado e pelo Brasil, formando as associações e representando a entidade.

Em 1991, aconteceu a III Convenção Internacional em Foz do Iguaçu, com a presença da presidente Internacional Ivette Swan, e da Tesoureira Internacional Willie Yersel. Foram feitas parcerias forte com o Instituto Liberal, Fiesp, Fiep, Sebrae, entre outras. Em 1992, na IV Confam, realizada em Campo Grande (MT), Maria Cecília ganhou a Presidência da Federação. O desafio era enorme: manter as associações já conquistadas e expandir novas atividades.

Foram promovidos encontros de vários comitês: agropecuária, turismo, condição da mulher e diversos encontros regionais e inter-regionais. Em 1992, aconteceu, no Rio de Janeiro, a ECO-92, onde a BPW foi convidada a participar. Em 1994, o projeto, que já era intencionalmente reconhecido, foi apresentado no Congresso Internacional, em Nagoya, no Japão. Neste mesmo congresso, o Brasil recebeu um certificado de Appreciation, que fazia referência ao trabalho apresentado no Rio Eco-92. Ainda na área internacional, a BPW Brasil foi convidada a participar de uma missão na China, pela All China Women's Federation.

Durante a gestão de Maria Cecília, houveram 16 reuniões ordinárias do Comitê Executivo em várias partes do país. Juntamente com o Comitê, houve uma maior estruturação da BPW para assegurar seu crescimento, além da descoberta de novas potencialidades por meio de encontros regionais e inter-regionais.

Atualmente, além de mãe, avó, fazendeira e Conselheira da BPW Brasil, Maria Cecília também se dedica à Associação Alírio Phiffer de Apoio ao Transplante de Medula Óssea, no qual exerceu a presidência por seis anos.

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